Riscos de infarto aumentam em até 30% durante o inverno


Com a chegada do inverno no Brasil, oficialmente em 21 de junho, profissionais de saúde debatem uma questão relevante para este período mais frio do ano. Isso porque, dias com temperaturas baixas podem aumentar o risco de infarto em pacientes que têm fatores de risco. De acordo com dados do Instituto Nacional de Cardiologia, a incidência de infartos é cerca de 30% maior durante o inverno em comparação com outras estações do ano.

O cardiologista intervencionista Ernesto Osterne, do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor) em Brasília, alerta que o acompanhamento médico e o controle de condições preexistentes podem reduzir esses riscos. "Quando os receptores nervosos da pele sentem o frio, eles estimulam a liberação de substâncias que contraem os vasos sanguíneos. Isso aumenta a pressão sanguínea e pode levar à ruptura de placas de gordura dentro das artérias, entre outras complicações", explica o médico.

Além do infarto, o organismo também pode reagir ao frio com outros problemas cardiovasculares, como angina (dor no peito causada pela redução do fluxo sanguíneo para o coração), arritmia e acidente vascular cerebral (AVC). Segundo o especialista, os principais fatores de risco são casos de hipertensão, diabetes, alterações de colesterol e maus hábitos. "Má alimentação, sedentarismo e hidratação inadequada são mais importantes para aumentar o risco de doenças cardíacas do que as baixas temperaturas", enfatiza Dr. Ernesto.

Como a precaução é sempre importante quando se trata de saúde cardiovascular, o especialista oferece algumas dicas para evitar riscos no inverno e se prevenir. "Manter o check-up cardiológico em dia, adotar um estilo de vida mais saudável, com ajustes na alimentação e atividades físicas regulares, são passos fundamentais para evitar esse tipo de problema", recomenda.

Além disso, o cardiologista ressalta que se agasalhar adequadamente nesta época do ano é essencial para manter a saúde em geral, pois o frio pode agravar condições preexistentes e aumentar a suscetibilidade a doenças.

Assessoria