Câncer de mama: Oncoclínicas apresenta na ASCO estudo inédito com mapeamento de mutações que aumentam risco de desenvolvimento da doença


Entender as particularidades de cada tipo de tumor e como ele se desenvolve nos indivíduos de formas diferentes. Essas têm sido algumas das premissas de como a Oncologia vem pensando e pesquisando o câncer. E um estudo brasileiro, inédito, realizado pela Oncoclínicas&Co, um dos maiores grupos de tratamento oncológico da América Latina, segue nesta direção: mapear as mutações genéticas que aumentam o risco de desenvolvimento do câncer de mama, o mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Segundo os pesquisadores, esse é o primeiro passo para melhorar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento dessa doença no país.
 

"É muito importante realizarmos estudos com brasileiras porque algumas variantes patogênicas, que são alterações no DNA que podem interferir no funcionamento normal dos genes e resultar em doenças, ocorrem mais comumente aqui. Algumas dessas mutações são comuns globalmente, como aquelas nos genes BRCA1 e BRCA2, enquanto outras podem ser mais específicas da população brasileira devido a fatores genéticos, históricos e de diversidade étnica. Para termos melhores abordagens em prevenção, diagnóstico e tratamento, precisamos primeiro conhecer a doença", explica Leandro Jonata, oncologista da Oncoclínicas&Co e principal autor do estudo.
 

Devido à sua grande miscigenação, por exemplo, alguns estudos vêm mostrando a prevalência de alguns tipos específicos de mutações não tão comuns em outras áreas do globo, como nos genes TP53, CHEK2, PALB2 e RAD51C. O estudo será apresentado durante o maior congresso oncológico do mundo, a ASCO (Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica) que acontece até o dia 4 de junho em Chicago, nos Estados Unidos.
 

Segundo ele, esse é o maior coorte de dados brasileiros nesse cenário. Foram analisados 2208 pacientes, sendo a maioria (99%) pacientes do sexo feminino (99%), da região sudeste (80%), com idade menor/igual 50 (60%) e com uma idade mediana de 47 anos. O estudo foi feito de forma retrospectiva dentro do Grupo Oncoclínicas, no período de 2019 a 2023, avaliando a prevalência de variantes patogênicas e de significado incerto em genes de alta e moderada penetrância em pacientes com Câncer de mama que realizaram painel genético no laboratório OCPM (Oncoclínicas Precision Medicine).
 

"O mapeamento genético é essencial para o desenvolvimento de estratégias de prevenção personalizadas. Mulheres que carregam mutações conhecidas podem ser aconselhadas a realizar exames de rastreamento mais frequentes e considerar medidas preventivas, como a mastectomia profilática ou ooforectomia (remoção dos ovários), dependendo do gene mutado e do risco calculado", enfatiza Leandro Jonata.

 

ASCO: Oncoclínicas terá 37 participações na edição de 2024
 

Na edição da ASCO deste ano, além deste estudo, o grupo brasileiro é destaque na programação, com 37 participações. "De maneira geral, serão apresentados estudos com avanços em pesquisas científicas em diversas áreas da oncologia, com destaque para os câncer de mama e pulmão, que tem, inclusive, participação brasileira. A edição 2024 do congresso abrange diversos temas e discute questões que vão além do técnico, como melhorias em atendimento, protocolos e também em acesso, equidade e sustentabilidade do setor de saúde. Vamos não só ter uma visão geral da Oncologia, mas participação ativa. Nossos especialistas se destacam em vários painéis", explica Carlos Gil Ferreira, diretor médico da Oncoclínicas&Co e presidente do Instituto Oncoclínicas.
 

Além disso, pela primeira vez a Oncoclínicas&Co contará com um stand na área de expositores do evento, um espaço dedicado a compartilhar avanços científicos e promover a interação direta com principais tomadores de decisão e influenciadores do setor. "O fortalecimento da nossa presença na Asco 2024 é mais um passo que possibilita a formação de parcerias que podem acelerar o desenvolvimento e a implementação de novas frentes de combate ao câncer, beneficiando amplamente os nossos pacientes", ressalta Carlos Gil.


Assessoria