Doença pulmonar afeta milhões de pessoas globalmente: conscientização e diagnóstico precoce são cruciais



Apesar de não ter cura, especialista alerta que a enfermidade pode ser evitada e tratada de forma que os sintomas sejam amenizados

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, com uma prevalência crescente tanto globalmente quanto no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Global Burden of Disease Study, a DPOC é a terceira principal causa de morte no mundo, responsável por cerca de 3,23 milhões de mortes em 2019. Aproximadamente 300 milhões de pessoas sofrem de DPOC globalmente. No Brasil, estima-se que cerca de 7 milhões de pessoas são afetadas pela doença, resultando em aproximadamente 40 mil mortes por ano.

O termo DPOC é abrangente e inclui doenças como enfisema e bronquite crônica. Caracteriza-se pela limitação persistente do fluxo de ar nos pulmões, resultante de uma resposta inflamatória crônica a partículas ou gases nocivos. Os sintomas comuns incluem falta de ar, tosse crônica e produção de escarro.
Os números alarmantes refletem a necessidade urgente de maior conscientização e diagnóstico precoce. Diante deste cenário, o médico Sérgio Pontes Prado, pneumologista cooperado da Unimed Uberlândia, ressalta que apesar de não ter cura, a enfermidade pode ser evitada e até mesmo tratada para que os sintomas sejam amenizados e o paciente tenha melhor qualidade de vida. O especialista também faz um alerta quanto aos riscos da subnotificação da doença no mundo. “Existem estudos que mostram que a subnotificação da DPOC pode chegar a 85 por cento. Por isso, uma anamnese bem feita, acompanhada de um relatório minucioso do histórico do paciente, é determinante no diagnóstico precoce”, comenta.

As principais causas da DPOC incluem:
Tabagismo: é a principal causa, responsável por cerca de 85-90% dos casos. O fumo prejudica os pulmões e as vias aéreas, levando à inflamação crônica e obstrução.

Exposição a poluentes: A exposição prolongada a poluentes ambientais e ocupacionais, como fumaça de carvão, poeira e produtos químicos, também aumenta o risco de desenvolver DPOC.

Genética: fatores genéticos, como a deficiência de alfa-1 antitripsina, podem predispor algumas pessoas a desenvolver DPOC, mesmo na ausência de tabagismo ou exposição a poluentes.

Infecções Respiratórias: infecções respiratórias frequentes durante a infância podem contribuir para o desenvolvimento da doença na vida adulta.


Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico precoce da DPOC é essencial para o manejo eficaz da doença. A melhor forma de diagnóstico é o exame clínico acompanhado da espirometria, um teste simples que mede a função pulmonar e ajuda a confirmar a obstrução do fluxo de ar característico da DPOC. A espirometria é um teste fundamental para a identificação da DPOC, especialmente em indivíduos com histórico de tabagismo ou exposição a outros fatores de risco abaixo sobretudo os abaixo de 40 anos, quando os sintomas ainda são discretos.

Tratamento
Embora a DPOC não tenha cura, existem várias opções de tratamento que podem ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. As opções de tratamento incluem:
Cessação do tabagismo: a intervenção mais eficaz para retardar a progressão da DPOC.

Medicações: broncodilatadores, corticosteroides inalatórios e outras medicações ajudam a aliviar os sintomas e prevenir exacerbações.

Reabilitação Pulmonar: programas de exercício físico e educação para pacientes com DPOC.
Oxigenoterapia: para pacientes com hipoxemia grave.
Importância da Conscientização

A conscientização sobre a DPOC é crucial para o diagnóstico precoce e tratamento adequado. Campanhas educativas podem ajudar a alertar a população sobre os sinais e sintomas da doença e incentivar aqueles em risco a procurarem avaliação médica.

Assessoria